Vencendo as frustrações
Por que nós nos frustramos? Porque há em nós expectativa, colocamos as nossas emoções fora do nosso controle, dependentes da ação de outras pessoas ou coisas.
Mas, se o nosso sentimento se forma do que acreditamos, da construção de experiências que formam as nossas necessidades, isso é ilusório. Você pode me dizer: "necessidade é necessidade, não tem como controlar", eu digo a você que sempre tem como controlar, até as mais básicas, pois nós temos corpos altamente inteligentes que nos receberam, se adaptaram e continuam o seu trabalho dia a dia. E sendo assim, todas as nossas vivências nessa experiência são construidas a partir da forma como reagimos, como sentimos, tanto nas situações que despertam sentimentos elevados, ou até mesmo nas que despertam sentimentos limitativos.
Portanto, o valor e a importância que damos as experiências e o quanto elas irão nos afetar depende do que construimos como conceito de verdade e/ou realidade. O parâmetro que temos para medir o outro é o nosso, e se formos muito observadores teremos em nós a possibilidade de nos abrirmos para a realidade das pessoas que convivemos, mas na maioria das vezes está equivocada, então contaremos apenas com o nosso sistema de crenças e experiências.
Pois, não há como, fisicamente, sem expansão da mente, mudança de consciência, saber o que o outro pensa, o que sente e quais as decisões que irá tomar. Na verdade, a maioria das pessoas nem sabem conscientemente sobre suas próprias decisões, seguem uma rota programada, mas nada as impede de mudar de opinião e atitude.
Então, quando esperamos algo do outro, estamos espelhando neles algo que queríamos que eles fizessem, que talvez nem nós mesmos faríamos, apenas projetamos no outro, idealizamos, e assim construimos um grande caminho de esperas, que por vezes é frustrado.
Posto isso, ao observarmos que nosso olhar é limitado pela nossa capacidade de abstração, apesar de que na atualidade a nossa capacidade aumentou muito com tantas informações que temos disponíveis, o que de forma alguma substitui a experiência física, por isso continua limitado, trago para você a reflexão que as suas vivências diárias são imagens do que há dentro de você, os sentimentos que as pessoas provocam em você, são ecos de você mesmo.
Em vista disso, atraímos as pessoas por frequência, que em um primeiro nível podemos traduzir como pelos mesmos interesses, mesmas ideias, locais em comum, depois disso teremos um segundo nível de afinidade que são vivências e sentimentos complementares, como amor e carência, dentre tantos outros. Além disso, estão as situações que atraímos para o crescimento, a comunicação do nosso corpo que nos impulsiona a mudança, tal como doença, dores e desconfortos, que por muitas vezes não sabemos interpretar.
Logo, somos um complexo que ao externalizar necessidades em forma de expectativas, nos fazemos vulneráveis, e como base no que há dentro de nós iremos atrair situações boas ou frustrantes, mas nunca é sobre o outro, sobre o quanto o outro respondeu as nossas expectativas, é sobre nós mesmos e o que esperamos em grande parte, inconscientemente.
Portanto, o auto conhecimento é o caminho para vencer as frustrações, para que você saiba o que há em você, se você observa o que emana todos os dias, sabe o que vai atrair e o que vai vivenciar, e o outro só vai responder o que já existe em você. E assim não existe frustração, o que existe é um caminho interno não trilhado, a manifestação fora do que há dentro.
Então busque autoconhecer-se, conhecer para ganhar capacidade de abstração, e aceitar que tudo acontece como tem frequência para acontecer.